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De Cartola

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Tabela de conteúdo

Câmera Fotográfica

A qualidade de uma foto depende diretamente do controle premeditado da entrada de luz na câmera.
É necessário o completo conhecimento da câmera fotográfica para conseguir bons resultados .
Veja as partes que compõem uma câmera e qual a função de cada uma:

Caixa à prova de luz

É a estrutura básica para a instalação dos demais componentes. Sua função é impedir a entrada da luz, a não ser aquela refletida pelo tema, que deve passar através da abertura da lente .

Abertura da lente

A caixa à prova de luz contém uma pequena abertura onde é instalada a lente.
Por essa abertura passam os raios de luz que formam a imagem fotográfica.

Obturador

Controla o tempo da penetração da luz no sensor da câmera, ou seja a velocidade.

A velocidade de penetração da luz é medida pôr números que variam de um a oito mil nas câmeras mais modernas.

1, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1.000 , 2.000, 4.000, 8.000.

A velocidade 1 permite a penetração de luz pôr um segundo.

As demais representam frações de segundos, calculadas de forma que o tempo de entrada de luz seja reduzido pela metade toda vez que se muda de um número para outro imediatamente superior.

Ao mudar de 1 para 2 a luz entrará por meio segundo; pela velocidade 60 a luz entrará o equivalente à 1/60 por segundo, que corresponde à metade do tempo que entraria pela velocidade 30.



Velocidades lentas

Velocidades de 1, 2, 4, 8, 15 ,30 e às vezes até 60 (dependendo do tamanho da teleobjetiva) são consideradas lentas. Ao usá-las, a câmera deve estar apoiada em tripé para evitar fotos tremidas ou borradas.

Essas velocidades são recomendadas para efeitos criativos de movimento em cenas de ação.

Experimente para saber: a câmera não deve tremer, comece apoiando a câmera em qualquer suporte ou utilizando um tripé, só o objeto é que deve se movimentar e o ajuste da velocidade ser abaixo de 30.

Ex: Uma bicicleta passando, uma baiana rodopiando no carnaval, um carro.

Velocidades altas

Quando se deseja congelar cenas em que haja muito movimento utilizamos
Os números maiores – 250 , 500 e 1.000 , 2.000, 4.000, 8.000 representam maior velocidade .
Ideal para fotos esportivas: futebol, corridas de automóveis, fotos aéreas, dança, etc...

Lente

Concentra os raios de luz na direção exata para formar a imagem nítida do tema sobre o sensor.
Quando você tira uma fotografia, a luz refletida pelo tema passa através da lente e será absorvida pelo sensor. Além da ótica, que deve ser a melhor possível, uma boa lente deve possuir um ótimo diafragma. Com a lente funciona um mecanismo chamado diafragma, cuja função é controlar a quantidade de luz que deve atingir o sensor.

Diafragma

Uma das funções da câmera fotográfica é controlar a luz que penetra através da lente para o sensor, essa é feita pelo diafragma.

O diafragma controla a quantidade de luz que entrará no sensor e que passa pelo obturador - que controla a velocidade da luz que passará para o sensor.
Diafragma - quantidade de luz
Obturador - velocidade da luz

As primeiras câmeras só possuíam uma abertura de diafragma o que limitava seu uso aos dias de sol. As fábricas contornaram esse problema construindo pequenas chapas metálicas com dois orifícios de diâmetro diferentes. Assim, em dias de sol intenso usamos a abertura pequena; em dias nublados, compensa-se a deficiência de luz com a abertura maior do diagrama .

Este mesmo princípio é utilizado nas câmeras mais simples

dias de sol - abertura pequena
dias nublados - abertura grande

Posteriormente foram produzidas câmeras com várias aberturas, que permitem fotografar em diferentes condições de iluminação .

Hoje as câmeras são dotadas de diafragmas com lâminas de aço sobrepostas, que permitem selecionar as mais diferentes aberturas para as mais diversas condições de luz.

Quanto menor o número, maior a abertura do diafragma e vice-versa.

Image:Diafragma imagem1.JPG
As abertura são indicadas pelos números “f

Visor

Através dele você observa e enquadra o assunto. Lembre-se o ângulo abrangido pela lente da câmera é diferente do ângulo de visão de seus olhos . Portanto, a câmera vai registrar a cena um pouco diferente do que você vê.

Tipos de cameras fotográficas

Atualmente, há no mercado uma infinidade de tipos de câmeras, com preços, funções e aplicações bem diversificados. Este grande número de opções é muito bom para os consumidores, mas isto pode acabar deixando em dúvida o fotógrafo iniciante ou qualquer um que esteja prestes a comprar uma câmera nova.
Conheça a seguir os principais tipos de câmeras fotográficas, das mais básicas e baratas às mais profissionais e caras:

  • Celular

A geração mais antiga de câmeras de celular, com resolução VGA, possuía uma tecnologia simples usada em webcams. As câmeras embutidas nos celulares mais avançados possuem tecnologia bem próxima à das câmeras ultracompactas. A geração atual, por exemplo, já possui modelos de mais de 12 megapixels.

  • Câmeras ultra-compactas

Como o próprio nome sugere, são câmeras super pequenas, e devido ao seu tamanho, são mais caras que as compactas. As lentes das ultra-compactas raramente oferecem zoom maior que 3 ou 4 vezes, e seus sensores costumam ser ainda menores que os já pequeninos utilizados nas compactas, ocasionando ainda mais ruído em valores de ISO mais altos.

  • Câmeras compactas

Atualmente, são as mais comuns no mercado e as mais vendidas nas lojas, por representarem a melhor relação custo/benefício. Sendo muito simples de usar e não tendo controles manuais (como as ultra-compactas), são as preferidas dos fotógrafos iniciantes e amadores, que desejam apenas apontar e disparar (point-and-shoot). O zoom varia de 3X a 10X, e têm até 14 megapixels.

  • Bridge (ponte)

São câmeras de transição entre as amadoras e as profissionais. Normalmente, têm operação básica, característico das compactas, mas além disso, possuem recursos avançados como opções manuais, zoom muito mais potente (é possível encontrar modelos com até 35X) e encaixe para outros acessórios, como flashes externos e lentes avulsas.

  • DSLR ou reflex

Câmeras utilizadas por profissionais e por amadores mais avançados. Nestes modelos, a imagem vista no visor óptico é vinda da lente e refletida internamente por um sistema de espelhos (ao contrário das compactas, que utilizam um visor com imagem separada da lente). As câmeras DSLR possibilitam a troca das lentes, atendendo às exigências do fotógrafo em diversas situações diferentes.

A Importância do Sensor

O sensor fica na sua câmera digital no mesmo lugar onde ficava o filme na câmera analógica. Quando você tirava uma foto o filme rodava e ia para a próxima pose. O sensor não “roda”, ele manda a foto para o processador da câmera que manda para o cartão de memória, assim sua câmera fica pronta para a próxima “pose”.

É o sensor que vai definir a qualidade da sua imagem final. Entenda melhor os tipos e tamanhos de sensores e compre uma câmera que supra suas necessidades.

Os tipos de sensor

Existem basicamente dois tipos de sensor – CMOSe CCD. A diferença entre CCDe CMOSestá nos materiais e tecnologia adotados.

O sensor do tipo CCD (Charge Coupled Device)tem uma boa aceitação no mercado por ser mais sensível em situações de pouca luz e por criar imagens mais nítidas (menos ruído, mais nitidez e boa recriação de cores). Por outro lado os sensores do tipo CCDgastam muito mais bateria do que os sensores CMOSe tendem a ter resultados um pouco piores em situações de muita luz.

O sensor do tipo CMOS (Complementary Metal-Oxide Semi-conductor)tem a vantagem de consumir muito menos bateria e de ser muito mais barato (o que significa que câmeras que usam CMOS tendem a custar menos). Porém a nitidez final, principalmente em situações de pouca luz, não tem uma qualidade superior ao CCD– trazendo principalmente mais ruído.

O tamanho do sensor

Quanto maior o sensor melhor será a nitidez da imagem final – mais pontos de luz verdadeiros serão transformados em imagem.

Vamos ver uma comparação:

Uma compacta como a Sony Cybershot tem um sensor de 7.2 x 5.3 mm
Uma câmera DSLR como a Canon Rebel XT tem um sensor de 22.2 x 14.8 mm
Uma câmera DSLR como a minha Canon 20D tem um sensor de 22.5 x 15.0 mm
Uma câmera como a recém-lançada Canon 5D Mark II tem um sensor de 36 x 24 mm
Uma câmera como a top Nikon D3X tem um sensor de 35.9 x 24 mm

Como você pode ver as câmeras consideradas hoje as melhores do mercado têm um sensor de qualidade e do tamanho de filme.

Qual câmera devo escolher, então?

Tudo depende do seu objetivo! Se você procura melhor desempenho de bateria e menor custo vá nas câmeras com CMOS. Se dá prioridade à qualidade e nitidez vá nos CCD. Se suas fotos só vão ficar no computador, em álbuns online ou serão impressas em até 10x15cm um pequeno sensor de uma compacta é o suficiente. Para fotos que tenham uma qualidade de impressão superior aposte nas semi-profissionais para cima.

Se seu objetivo é a fotografia de altíssima qualidade, impressões maiores e você está disposto a pagar muito bem por isso (pois além da câmera você precisa de lentes de qualidade) aposte nas Full Frame – que são hoje as câmeras com resultados mais satisfatórios em relação à qualidade de uma imagem.

Lembre-se: isso tudo é em relação à qualidade técnica das imagens (nitidez, ruído, fidelidade de cores). Qualquer câmera com controles manuais já pode fazer imagens espetaculares, depende de quem a está controlando.

Memórias

Com alta capacidade de regravação, o cartão de memória nada mais é do que um dispositivo de armazenamento de dados baseado na tecnologia flash. Parecidos com a memória RAM (Random Access Memory) usada nos computadores, eles têm como diferencial o fato de possuírem propriedades que fazem com que os dados não sejam perdidos quando não há mais fornecimento de energia (por exemplo, quando a bateria acaba ou o dispositivo é desligado).

Também conhecidos como memory card, atualmente, existem muitos tipos diferentes de cartão de memória, assim como várias utilizações para os mesmos, sendo as mais comuns em câmeras digitais, celulares e videogames.

Conheça a seguir os tipos mais comuns:

Cartão de memória SD

Os cartões de memória SD ou Secure Digital Card são uma evolução da tecnologia MultiMediaCard (ou MMC) e podem ser encontrados com diversas velocidades de gravação e espaço de armazenamento.

Sendo os mais comuns, esses modelos são os mais apropriados para câmeras digitais point-and-shoot, mas é bom saber que algumas câmeras digitais necessitam de cartões de alta-velocidade para poder gravar vídeo ou para tirar várias fotos em seqüência sem a perda de dados.

Cartão de memória mini SD

Os mini SD, são nada mais que uma extensão do padrão Secure Digital (SD). Bem menores que o cartão SD original, foram desenvolvidos quando apareceu a necessidade de competição com outros cartões de memória maiores. Mais comuns em celulares, esses tipos de cartões de memória também são utilizados em câmeras digitais, no entanto podem necessitar um adaptador para efetuar o descarregamento das imagens.

Cartão de memória SDHC

Com a mesma tecnologia dos cartões Secure Digital (SD), os cartões de memória do tipo SDHC estão numa nova categoria de desempenho de cartões de memória projetados para atender às demandas das câmeras de vídeo e câmeras fotográficas digitais de alta qualidade e outros dispositivos de gravação de imagens de alta resolução.

Indicados para as câmeras DSLR e fotógrafos com mais experiência, esses dispositivos também podem ser encontrados com diferentes capacidades de armazenamento.

Lembre se que sempre é bom ser prevenido e contar com mais de um cartão de memória, para evitar o aborrecimento de ter que apagar fotos no meio de uma viagem, por exemplo, se o cartão que você esteja utilizando fique completo e você não tenha como efetuar o descarregamento do mesmo.

Flash

Flash ou flacheé um instrumento utilizado em fotografia que dispara luz em simultâneo com a abertura do obturador. Usado em situações de pouca luz ou mesmo com bastante luz, ao sol por exemplo, para preenchimento de sombras muito fortes evitando o contraste exagerado, o chamadofill flash.

Número Guia

A capacidade de um flash é medida pelo chamado número guia, ou em inglês guide number, resultado do produto entre a distância entre a objetiva e o assunto fotografado, e a abertura necessária para correta exposição com o flash operando em sua potência plena.

Por exemplo, se um flash em sua potência total permite fotografar um objeto a 10m com abertura 4.0, teremos: número guia = 4.0 × 10 = 40

Similarmente, o número guia pode ser calculado em pés, ao invés de metros.

Ao se aplicarem filtros ou modificadores de luz (ex.: gels, sombrinhas, colméias, softboxes) o número guia da iluminação será diferente do apresentado pelo flash original (sem modificações).

Flash Embutido

O flash já vem embutido no corpo da câmera, geralmente acima à esquerda da lente. Em câmeras mais sofisticadas pode estar dentro do corpo da câmera, e abrir-se-á quando necessário ou exigido.

Há um outro inconveniente na utilização do flash em retratos (aliás, de qualquer fonte de iluminação de alta potência): o brilho direto no motivo, causando sobra.

Flash Externo

O grande inconveniente do flash embutido é que ao emitir a luz diretamente nos olhos do sujeito (no registro de retratos) provoca o efeito "Red Eye", fazendo com que os olhos das pessoas saiam vermelhos. Este efeito é diminuído por um efeito especial, o "Red Eye Reduction", mas mesmo assim podem acontecer desvios.

O problema não acontece com um flash externo, já que pode ser posicionado em um ângulo apropriado. Mas para utilizar um flash externo sua câmera tem de ter uma conexão apropriada, além de, obviamente, um flash adequando, um custo a mais no seu equipamento.

Tripés

A melhor forma de manter a câmera estável é usar um tripé. Assim ela com certeza não irá chacoalhar enquanto expõe o sensor. A diferença entre o profissional e o amador é que o profissional não se importa em carregar um pouco mais de peso levando o tripé para todo lugar que vai.

Compre um tripé de qualidade e alto. Ele deve ser de um material resistente e deve ter uma cabeça com regulagem fina. A melhor forma de escolher um bom tripé é ir em lojas especializadas em equipamentos fotográficos e testar. Pesquisando um pouco você também já descobre as melhores marcas.

  • Segure firme

Caso não tenha um tripé ou o momento não permita usá-lo segure sua câmera de forma firme. Mão direita na empunhadura e mão esquerda na lente. Quando possível apóie a câmera em uma parede ou se segure em algum local bem firme e seguro.

  • Use um disparador remoto ou o timer

Ao apertar o disparador você pode induzir o tremor na exposição porque “empurra” a câmera para baixo. Para um resultado ainda melhor utilize o timer ou um disparador remoto (assim você não irá balançar a câmera só de apertar um botão contra ela).

07 razões para você ter um tripé.

  1. Fotos noturnas e pôr-do-sol - Sim, tripés são necessários para fotos noturnas e para o pôr-do-sol por um motivo básico. Geralmente usamos velocidades de obturador muito baixas, o que pode ocasionar uma foto com tremidos. Claro que hoje em dia as câmeras DSLR mais modernas podem alcançar uma elevada velocidade ISO e ainda manter uma imagem aceitável, mas a velha regra ainda vale. Quanto menor o ISO melhor vai ser a qualidade da imagem. No caso das longas exposições ainda é possível realizar o disparo através do temporizador para diminuir a possibilidade de tremer a imagem;
  2. Flexibilidade– um tripé não serve apenas para segurar uma câmera fotográfica. Você também pode fazer filmagens com seu tripé ou simplesmente usá-lo como suporte para um flash, rebatedor ou lâmpada, trazendo mais qualidade a sua fotografia;
  3. Fotografia macro – trabalhar com fotografia macro exige muita iluminação, mas quando isso não é possível (ou até quando é) temos que trabalhar com baixas velocidades e tentar manter a o diafragma fechado por conta da profundidade de campo. Para complicar mais a situação, o objeto a ser fotografado está muito perto da lente. Um tripé se torna uma mão na roda para ter estabilidade e produzir imagens sem problemas de foco ou falta de nitidez por conta de movimentos;
  4. Fotografia de Esportes– em esportes é necessário captar o movimento e geralmente com lentes com grandes distâncias focais. O tripé oferece a possibilidade de mover a câmera em movimento de panorâmica seguindo o objeto a ser fotografado e mantendo a estabilidade da câmera;
  5. Fotografia de Natureza – aqui se torna básico. Fotografar natureza sem tripé é como fazer algodão doce sem açúcar. Além de evitar imagens tremidas, ao fotografa natureza, existe a possibilidade de esperar por horas para uma boa foto de um animal em seu habitat natural. Nessa situação, um apoio para a câmera é muito bem vindo;
  6. Usando uma Teleobjetiva– bem, embora essa parte possa englobar todas as outras citadas até aqui, o uso de teleobjetivas com grandes distâncias focais tende a tornar o trabalho do fotógrafo complicado por conta de que qualquer movimento, por mínimo que seja, possa atrapalhar a foto. Eu já tinha ouvido de alguns fotógrafos que para poder segurar a câmera com uma teleobjetiva sem tripé é necessário usar a velocidade do obturador equivalente ao dobro da distância focal. Se está fotografando com uma 300mm, então a velocidade do obturador tem que estar em 1/600. O Photography Blog trabalha com a regra da compatibilidade entre os dois. Se for uma objetiva de 500mm, então a velocidade do obturador deve ficar em 1/500. Esse seria o mínimo para poder segurar a câmera com firmeza. Abaixo disso é necessário o uso do tripé. O equipamento fornece estabilidade e conforto para o uso desse tipo de lente;
  7. Usando a criatividade – o simples fato de a câmera estar presa em seu tripé permite que você ande pela cena a ser fotografada usando a criatividade para definir o melhor enquadramento. Fora isso, alguns tripés permitem que você capte ângulos inusitados colocando a câmera a apenas alguns centímetros do chão ou acima de sua cabeça;


Lembrem-se que existem diversos tipos de tripés e monopés a venda no Brasil. Infelizmente os mais baratos não são os melhore e mais resistentes. Acima de tudo, um tripé tem que fornecer estabilidade para sua câmera. Deve ser resistente, robusto e trazer diversas opções de ângulos ou suporte para diferentes cabeças, aumentando assim as possibilidades de uso.

Lentes

Macro

A macro-objetiva é uma lente para fotos de assunto pequenos como flores, insetos, reproduções de livros, revistas e etc.
Ela pode ser usada como lente normal, com regulagem até o infinito.

Tubo de extensão

Como a macro-objetiva, os tubos de extensão são utilizados para fotos do assunto a pequena distância, como insetos, flores, reprodução de fotos de livros ou revistas. Os tubos de extensão são encontrados em jogos de três, podendo ser utilizados em conjunto ou separados.

Objetiva zoom

Possui um dispositivo especial que permite a substituição de várias teleobjetivas, pois conta com distâncias focais variáveis. As mais comuns são 80-200mm ou 35-70mm. Assim a objetiva zoom de 80-200mm pode funcionar como uma teleobjetiva de 80mm, de 200mm ou em qualquer dos valores intermediários.
Como as outras lentes, a objetiva zoom, requer muita prática e habilidade.


Filtros

Serve para ajustar a cor da luz de uma cena, de maneira que os tons reproduzidos no filme correspondem ao que os olhos percebem. Os filtros mais usados para proteção das lentes são:

  • Filtro UV– o filtro ultra violeta, como já diz o nome, elimina esse tipo de radiação, que as vezes produz um efeito de uma névoa branca na foto. Esse filtro não exige que se trabalhe com aberturas maiores de diafragma, motivo que leva a maioria dos fotógrafos a usá-lo permanentemente, como forma de proteção da lente contra sujeira e riscos;
  • Filtro Skylight – esse filtro apresenta fotos com maior equilíbrio de cores, eliminando o véu atmosférico que se encontra em regiões litorâneas ou montanhosas. Ele também pode ser utilizado como protetor permanente da lente, mesmo apresentando uma coloração levemente alaranjada;
  • Filtro Polarizador– esse filtro pode ser de dois tipos, circular ou linear. Esse filtro diminuí o véu atmosférico, elimina o reflexo de superfícies como vidro e água, aumenta o contraste e satura as cores tornando, por exemplo, o azul do céu muito mais profundo. O filtro polarizador possuí um anel de controle onde é possível aumentar ou diminuir o efeito que ele produz. Esse é um tipo de filtro que diminuí a entrada de luz na lente. É necessário fazer a fotometria com o filtro já acoplado;
  • Filtro de densidade neutra (ND) – imagine a seguinte situação. Você se encontra em um dia ensolarado e quer fazer um retrato com o fundo desfocado, mas a quantidade de sol não permite utilizar grandes aberturas do diafragma. Nessa situação você utiliza um filtro de densidade neutra. Ele elimina a iluminação que entra na lente de maneira uniforme, possibilitando utilizar maiores aberturas de diafragma ou velocidades de obturador mais lentas. Ele pode ser encontrado em diferentes graduações;
  • Filtros de Correção de Cor– são filtros coloridos que visam a correção da tonalidade das fotos. Hoje em dia as câmeras digitais já estão equipadas com um recurso que visa reproduzir o efeito desses filtros. O White Balance se encontra em qualquer câmera, mesmo nas compactas totalmente automáticas. O Photoshop também oferece um grande número de filtros digitais que tentam reproduzir o efeito dos filtros de correção de cor;
  • Filtros Close-up – permitem que seja diminuída a distância focal mínima da lente, possibilitando que a câmera se aproxime mais do assunto fotografado. Os filtros close-up possuem diferentes graduações. Quanto maior o número, maior vai ser a ampliação do objeto fotografado. Com esse tipo de filtro é recomendado utilizar pequenas aberturas de diafragma, pois a profundidade de campo fica muito comprometida;
  • Filtros de efeitos especiais – são filtros com tonalidades coloridas ou que oferecerem efeitos como o difusor, o soft focus ou o sépia. Quase todos os efeitos podem ser conseguidos facilmente com o Photoshop. Eles não são usados para corrigir qualquer problema que possa aparecer nas fotos e sim colocar algo de diferente e particular nas fotos. A vantagem de se usar o Photoshop é que você pode guardar a foto editada e a original. Com o filtro somente a foto alterada é possível.

Atenção: Lembre-se que vimos anteriormente que os filmes não interpretam as cores da mesma forma que o olho humano.

Como usar sua câmera

Com qualquer câmera você pode conseguir ótimas fotos, desde que conheça suas limitações .

Câmera simples

É controlada por duas aberturas: sol (abertura pequena) e nublado (abertura grande). Para tirar boas fotos você deve:

  • Segurar a câmera com firmeza – A câmera simples tem baixa velocidade do obturador (1/30 a1/50 de segundo).Pôr isso é necessário segurá-la com firmeza Procure um ponto de apoio seja no rosto ou no corpo .
  • Manter a distância correta – A lente da câmera simples é pré-ajustada para perfeita focalização a partir de 1,20m. Assim, mantenha essa distância mínima do assunto a ser fotografado, pois distâncias menores resultarão em fotos fora de foco.
  • Enquadrar o assunto com perfeição – Procure através do visor, fazer o enquadramento do assunto a ser fotografado. Se estiver fotografando uma pessoa, coloque-a em destaque no quadro, mantendo margem de segurança acima e abaixo, para evitar cortes de partes do corpo.
  • Observar as condições de luz – Não se esqueça de observar as condições de luz antes de cada exposição e ajustar a câmera para sol ou nublado. O período compreendido entre duas após o nascer do sol e duas horas antes do pôr-do-sol é o mais indicado para tirar boas fotos.
  • Usar flash dentro de casa – As câmeras simples não produzem fotos com a luz ambiente. Por isso, use o flash quando fotografar dentro de casa. Fotos contra o sol e na sombra devem ser evitadas de tirar com câmeras simples.

Câmeras manuais ou ajustáveis

Dispõem de regulagens independentes para abertura do diafragma, velocidade do obturador e focalização do assunto. Têm ainda recursos para fotos nas mais difíceis condições de iluminação. Para isso, são necessários completo conhecimento da câmera e seus componentes, bem como de sua regulagem correta.
As câmeras manuais controlam a luz que deve sensibilizar o sensor, pela abertura do diafragma e pela velocidade do obturador .
Vamos ver agora como regular sua câmera com controle manual para as diversas condições de luz e assuntos .

Abertura do diafragma

Para usar corretamente o diafragma , oriente-se pelos números “f ” : f/ 22 f/ 16 f/ 11 f/ 8 f/ 5.6 f/ 4 f/ 2.8 f/ 2 f/1.4
Os números “f” controlam a quantidade de luz que deve penetrar na câmera e são calculados, de tal maneira que, ao mudar de um número “f” maior para imediatamente inferior, você dobra a entrada de luz que passa pela abertura anterior.
Assim, pela abertura f / 16 entra o dobro de luz que entraria pôr f / 22; por f / 5.6 penetra o dobro de luz que penetraria por f / 8, e assim sucessivamente.
Da mesma forma, quando você muda abertura a abertura de um número “f” menor, para outro imediatamente superior, reduz pela metade a entrada de luz. Pôr exemplo: pela abertura f / 2.0 entra a metade de luz que entraria pôr f / 1.4; pela abertura f / 11 entra a metade luz que entraria pôr f / 8.

Velocidade do obturador

O obturador controla o tempo pelo qual a luz deve entrar no sensor da câmera.
Essas velocidades são indicadas pelos números:  1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, 1/2000, 1/4000, 1/8000. Quando você regula a velocidade no número 1, permite a entrada de luz durante um segundo. Os demais números representam frações de segundo e são calculadas, de maneira a reduzir o tempo de entrada de luz pela metade, todas vezes que vez que você mudar de um número para outro imediatamente superior .
É a combinação abertura do diafragma / velocidade do obturador que torna possível obter-se fotos nas mais diversas condições de iluminação.
Exemplo:
Se você regular a velocidade em 1, a luz entrará por um segundo; quando mudar para 2 reduzirá o tempo para meio segundo .
Assim, se você regular a velocidade em 60 (1/60 por segundo) a luz entrará pela metade do tempo que entraria em 30(1/30 por segundo) e assim sucessivamente.
Dessa maneira, os números 125, 250, 500, 1000, 2000 etc. representam as altas velocidades, que devem ser usadas para assunto em movimento, ou seja, para congelar o movimento do assunto.
Para usar baixas velocidades, 30, 15, 8, 4 ou menos, deve-se colocar a câmera em tripé ou em outro suporte firme para evitar que as fotos saiam tremidas ou borradas.

Cuidados com sua câmera

Todo equipamento fotográfico exige cuidados especiais que prolongam seu tempo de vida. Estes são os mais importantes:

  • Guarde sua câmera em lugar seco e não muito quente. A umidade e o calor prejudicam a sua câmera;
  • Se o equipamento for ficar guardado mais de um mês, sem uso, retire as baterias, elas podem vazar com o calor e danificar permanentemente delicados circuitos do sistema eletrônico de sua máquina.
  • Evite guardar lentes e máquinas em capas de couro ou armários de madeira; produto de origem orgânico é excelente para propagação de fungos e mofo no nosso clima tropical.
  • Saco plástico também são impróprios uma vez que podem produzir condensação e umedecer seu equipamento.
  • O ideal é guardar o equipamento em armários de aço ou vidro (cristaleiras). Ambientes secos e iluminados por luz indireta. Pequenos aquários com tampa podem ser uma solução criativa para evitar poeira e manter a luz.
  • A areia e o pó prejudicam o mecanismo da câmera;
  • Mantenha a objetiva sempre limpa e proteja os filtros de proteção de lente : UV (ultravioleta) ou Skylight.
  • Esses filtros devem ser de qualidade ópticas semelhantes à mesma. (Nikon, Hoya e Vivitar são excelentes fabricantes)
  • Pó e mancha sobre a lente embaçam suas fotos;
  • Ao limpar a lente, primeiro retire o pó com borrifadas de ar, para depois com um pano limpo e seco, tipo flanela para retirar as manchas de gordura evitando assim arranhões.
  • Leia com atenção todas as instruções que acompanham seu equipamento, elas ensinam a você a operá-lo corretamente e conservá-lo por longo tempo.


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